1810 e 1811—Invaslo de Portugal pelo exercito francez coramandado
por o general Massena
o anno de 1809 correu bera para as arraas francezas em toda a Eu¬
ropa. As batalhas Eckmühl e Essling abrirara a Napoleão as portas de Vienna
d'Áustria era 13 de raaio; e na batalha de Wagrara, era 5 e 6 de julho
seguinte, forara destruídos todos os eleraentos da coalisão, que se havia for-
raado contra a França, sendo a Áustria obrigada a firraar a paz era 14 de
outubro d'aqueUe anno.
Os generaes hespanhoes erara vencidos era toda a Hespanha, e sendo
a resistência de raaior vulto a dos povos andaluzes, Soult cora o seu exer¬
cito, de 50:000 horaens fel-a desapparecer, entrando era Sevilha, d'onde fugiu
a junta governativa cheia de terror para dentro dos rauros de Cadiz, afira
de estudar a raaneira de continuar cora a guerra contra os 270:000 france¬
zes que José Bonaparte tinha debaixo das suas ordens.
Quando tudo sorria favorável para a França, Napoleão, bera inforraado
do que se passava na peninsula e de que Portugal e os inglezes se pre-
pâravara forteraente para resistir á sua auctoridade e raando, expediu ao
seu acaraparaento da AUeraanha o seguinte despacho, que fez publicar no
Monitèur de 27 de seterabro:
(c Antes de um, anno, serão os inglezes, apesar de todos os seus esforços,
expulsos da peninsula, e a águia imperial tremulará ufana sobre as for¬
talezas de Lisboa. Não pôde haver cousa mais vantajosa para a França
de que ver os inglezes envolvidos em guerra de terra; em vez de conquistar¬
mos a Inglaterra por mar, conquistal-a-hemos no continente.i>
Elege que recolheu a Paris, cheio de victorias e sem dífficuldades
com a Áustria, com quera firmava a paz, tratou de se preparar para a con-
|